A MÃE/BEBÊ , A FAMILIA E O PEDIATRA
Maria luisa Salomon CRP 04/0546
Hoje não é 27/7 dia do pediatra, mas senti um grande apelo em falar da importância desse profissional para os seres humanos e de estimular aos pais que levam seus filhos ao pediatra a aproveitarem mais e mais dessas consultas, das orientações recebidas e que se levem também à consulta junto com seus filhos. O que eu quero dizer com isso?
No início da vida não existe o bebe e sim a dada mãe/bebe, não dá para querer separar o que está unido e assim deve permanecer por alguns meses. Ou seja, como falar de um bebê sem ouvir e tentar compreender a mãe? A figura paterna não tem essa ligação uterina e antiga com o bebe, mas é importantíssima para dar o suporte emocional afetivo que a mãe necessita para cumprir com tantas demandas que a maternidade traz. Contribuir com a mãe para que ela tenha maiores recursos no desempenho e aprendizagem de sua função materna, é a melhor contribuição que um pai pode dar a um filho nesse inicio de vida. Desde a gestação a mãe teve várias dúvidas, buscou informações, mas agora com o bebe real consigo e totalmente dependente de seu apoio e acolhimento é natural que além das dúvidas haja também muita ansiedade, medos, inseguranças, estados depressivos. O pediatra é extremamente importante para auxiliar a mãe no início da vida fora do útero do bebê. São inúmeras as dúvidas que surgem nesse período. O que fazer se o bebê não mama? E se tiver cólicas, febre, intestino preso, soluços?
É importante frisar que alguns pais procuram o pediatra antes de o bebe nascer e essa é uma ótima pratica pois além de já conhecer o profissional pode tirar dúvidas sobre os primeiros dias de vida do bebe (pré natal pediátrico.
É de reconhecimento geral a importância dos 5 primeiros anos de vida de uma criança para o desenvolvimento global do ser humano e que as estruturas mais importantes que a acompanharão para o resto da vida estão sendo formadas e desenvolvidas nessa época. Se estes e outros problemas relacionados ao desenvolvimento são afetados por efeitos epigenéticos na primeira infância, podemos concluir que uma intervenção inicial poderia prevenir ou mesmo reverter. mesmo que parcialmente, o processo de muitos tipos de doenças.
Sabemos que, assim como a herança genética, os cuidados no início da vida são determinantes para o desenvolvimento humano com efeitos sobre a aprendizagem escolar e sobre a saúde física e mental por toda a vida
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