ola

este blog é como um laboratório, aqui pretendo lançar minhas duvidas, inquietações, buscar ouvintes e estabelecer diálogos para muitas coisas que fervilham dentro de mim .Não me preocuparei com precisão formal, construção gramatical pois isso limitaria minha expressão mas as criticas e revisões como doação serão sempre bem recebidas. Pretendo ter interlocutores e que aqui seja um espaço de troca de idéias, desabafos, e também de reflexão, criação de caminhos possíveis, alternativas de ação, adiamentos necessários e ensaios do agir.

terça-feira, 11 de abril de 2023

Como.lidar com as mentiras das criancas

 TEMAS  SEMPRE QUESTIONADOS PELOS PAIS: como lidar com a Mentira na infância: 


Educar é uma missão quase impossível, se primarmos pela excelência e pelo ideal, mas é nossa tarefa e expressão de nosso amor, educarmos e criarmos nossos filhos para viverem bem na sociedade, de forma ética, civilizada e tentarmos incutir em sua formação os valores e hábitos que sabemos serem saudáveis e propensos para preparar lhes melhor para o mundo. A cada dia um novo desafio,

Lidar com as primeiras mentiras de uma criança faz parte das dificuldades que enfrentamos desde a primeira infância, e temos de ficar atentos ao período de desenvolvimento da criança para  nos orientarmos quando as nossas condutas. 

É claro que é que diferente uma mentira de uma criança de, 2, 3, 4, 6, anos e de uma criança na segunda infância ou mesmo adolescência. Vamos nos ater aqui a primeira infância, assunto que chega sempre a minha clínica. 

 Muitas vezes os pais não sabem como reagir a isso, tentando compreender o que motivou a criança a mentir, e adotando reações impulsivas, que vão desde aplicar castigos , e a atribuir estigmas de mentirosa à criança. Temos de lembrar que a criança pequena de 2 a 4 anos ainda tem uma visão mais fantasiosa da realidade, não desenvolveu uma percepção crítica dos seus próprios atos, não discrimina muitas vezes fantasia da realidade, mas a partir dessa idade, sabemos também que ela fala que é Batman, veste-se como Batman, mas não tenta sair voando. Ou seja, estamos falando de crianças saudáveis mas que ainda podem ter dificuldade de separar fantasia da realidade ou querem persistir no mundo da fantasia e nesse caso, temos de nos perguntar por que?

A infância é uma fase de descoberta, quando a criança começa a testar e entender o que ela almeja e o que deve fazer para conseguir aquilo. É nesse período, também, que ela percebe os níveis de interação com cada pessoa de seu convívio – pais, professores, colegas de classe etc. Apesar das regras de convivência serem as mesmas, existem detalhes que diferenciam cada relação. E é nessa fase de “teste” que a mentira pode surgir.

Apesar de ser normal e fazer parte do desenvolvimento da criança, é preciso atentar-se à intensidade e à frequência da mentira. Quando ela começa a mentir em excesso ou sempre que um determinado assunto surge, é um sinal de que há algo errado, e ajuda de especialistas deve ser procurada.

Quando estamos falando de crianças até os 4, 5 anos, é comum que os pais e mães confundam quando a criança está mentindo ou fantasiando. A fantasia é  inconsciente, a criança não sabe que o que está dizendo não é real. Já a mentira, por mais rasa e frágil que seja, é pensada. No caso de crianças mais novas, a mentira também pode representar uma certa confusão entre realidade e imaginação. Ou seja, a mentira aparece como uma resposta para algo que os pequenos ainda não entendem ou que interpretaram errado. 

É importante que o adulto saiba distinguir as duas situações para não correr o risco de criar o estigma de mentirosa para uma crianças fantasiosa, criativa, que ainda utiliza da fantasia para conseguir ir diferenciando o real e o imaginário e para lidar com seus desejos e aceitar os limites.  A partir dos seis anos, as crianças já distinguem o real da fantasia, mas conseguem brincar com a fantasia e criar, conscientemente, situações imaginárias.

Assim, é muito importante  estar atento(a) e observar com cuidado se as mentiras contadas pelas crianças são intencionais ou não. Em seguida, é preciso compreender os motivos que levaram a criança a mentir. Afinal, as mentiras podem ser formas de esconder angústias, frustrações ou medo, formas de evitar fazer coisas que não gosta, não quer , tem dificuldades, ou para se livrar de responsabilidades, São tantos os motivos assim como  com, nós adultos. .

Além disso, a criança que mente pode estar apenas reproduzindo o comportamento dos adultos ao seu redor. Por isso, é preciso lembrar a todo momento que nós somos espelhos, já que os pequenos tendem a copiar aquilo que aprendem e observam com os pais, mães e outros responsáveis.

O ambiente familiar  tem pois  grande influência na relação com a mentira. Se a criança está acostumada a ver os pais mentindo em situações pequenas – como pedir para criança dizer que não tem ninguém em casa quando o telefone toca -, ela assimila que aquela atitude é natural e aceitável. Por isso, os adultos devem ter atitudes coerentes com o discurso de aversão à mentira, servindo de exemplo. Como adultos sabemos diferenciar as situações que podem nos levar a decidir mentir por razoes praticas , mas é complicado quando crianças pequenas  convivem sem ter condições de uma longa conversa quando poderíamos explicar os motivos  daquela “ falta de verdade” e  eles teriam de já estar maiores para compreender nossos motivos.

“Aquela história dos pais estarem afinados no que vão falar aos filhos, no que vão permitir ou não, se vão apoiar o parceiro nas decisões tomadas perante as crianças é fundamental.

Cada criança é um ser único, e tem sua própria história que cria o contexto dentro do qual cada ação sua deve ser compreendida, contudo tendemos a considerar como mentira, uma conduta intencional a partir dos sete anos, quando a criança já adquiriu noções de valores sociais e sabe exatamente a diferença entre verdade e mentira e quando a mentira pode prejudicar o outro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário